Laboratório

ResearchOps

Beta em produção

Anonimização de dados pessoais em prints e gravações de tela para pesquisa de UX: a detecção roda no navegador, a tarja é gravada nos pixels e a trilha de auditoria guarda quem fez o quê, nunca o dado.

Editor de anonimização com o print 6 de 6, um comprovante de Pix de um banco fictício. A detecção marcou em amarelo tracejado dois nomes e dois CPFs mascarados, cada um com o tipo e a confiança; o painel à direita lista as quatro sugestões com Confirmar e Descartar. À esquerda, a lista dos seis prints do envio.
Dados de demonstração. A detecção roda no navegador e sugere caixas com a confiança; a pessoa confirma ou descarta.
Etapa Conferência com cinco prints na versão final: nomes, CPF, chave Pix e contatos aparecem sob tarjas pretas sólidas. Cada cartão mostra quantas redações o print tem e a legenda escrita. A barra do rodapé avisa que, ao aprovar, os originais são apagados do dispositivo.
Dados de demonstração. Na Conferência, cada print aparece com a tarja já gravada nos pixels; ao aprovar, os originais são apagados do computador.
Acervo do projeto Benchmark Pix 2026 · demonstração. À esquerda, o sumário em árvore com pastas numeradas por jornada e por banco fictício e a contagem de prints; à direita, a pasta 1.3 Banco Ipê com uma subpasta e seis prints tarjados, cada um com a legenda e as ações Re-redigir e Remover.
Dados de demonstração. O acervo guarda os prints já tarjados em projeto, pastas e subpastas numeradas, alimentado em várias rodadas.
Preview do deck Pix: transferir e cadastrar chave · demonstração, com 10 slides em 2 seções. O slide 1, em 16:9, traz o título da seção Transferir por chave, a pasta Banco Tucano e quatro prints de celular tarjados, com borda fina, lado a lado, e a legenda centralizada embaixo de cada um.
Dados de demonstração. O deck sai das pastas do acervo, com até 4 prints da mesma pasta por slide; o arquivo .pptx é montado no navegador.
Trilha de auditoria filtrada por envios ao acervo de 05/10/2026 a 08/10/2026, com 29 eventos. O mais recente, de uma pesquisadora, está aberto em Detalhes: cinco redações por tipo (CPF, nome, chave Pix), tamanho e tipo do arquivo, identificadores e o hash da imagem enviada, sem o conteúdo coberto.
Dados de demonstração. A trilha registra quem fez o quê e quando; de cada print guarda tipo e contagem das redações e o hash, nunca o dado coberto.

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Contexto

Em pesquisa de UX, benchmark de apps é trabalho de acervo. Prints e gravações de tela de apps de terceiros são juntados ao longo de semanas, em rodadas, e viram slides de comparação, com uma seção por funcionalidade e um slide por app.

Quando os apps são de banco, cada print pode trazer nome, CPF, conta, chave Pix ou e-mail de quem aparece na tela. Antes de circular, isso precisa ser coberto de um jeito que não se desfaz, e alguém precisa poder mostrar depois quem cobriu o quê. A LGPD é o motivo; o acervo e o deck são o trabalho.

O problema

As ferramentas à mão não foram feitas para isso. A tarja feita num editor de imagem pode ficar numa camada que se remove, o desfoque pode ser revertido, e nenhum dos dois registra quem tarjou o quê. Um serviço de IA na nuvem acha o dado sozinho, mas recebe a imagem original, justamente com o dado que se queria proteger.

Parte dos apps bloqueia captura de tela, e o material bruto vira gravação ou vídeo filmado do celular, com os quadros escolhidos um a um. E o deck é remontado à mão a cada rodada.

O que construímos

O ResearchOps é um produto próprio que cobre o caminho inteiro, do print ao deck. A pesquisadora escolhe o projeto e a pasta e solta os prints ou a gravação de tela; do vídeo, o sistema extrai um quadro por estado de tela. Em cada print, a detecção sugere caixas sobre documentos brasileiros (CPF, CNPJ, CNH, chave Pix, boleto, placa, agência e conta), sobre valores ao lado de rótulos como "Favorecido" e sobre nomes de pessoa. Ela confirma, cobre à mão o que faltou e confere cada print na versão final antes de enviar.

No acervo, os prints ficam em projeto, pastas e subpastas numeradas, alimentados em várias rodadas e por mais de uma pessoa. Marcando pastas, sai um deck PowerPoint: cada pasta de primeiro nível vira uma seção, com até quatro prints por slide. Três papéis, Pesquisador, Visualizador e Admin, dividem o que cada pessoa pode fazer.

Decisões técnicas

A imagem com dado pessoal não sai do computador

Leitura do texto, detecção, tarja e extração de quadros do vídeo rodam no navegador. O servidor só recebe a imagem já achatada, depois da Conferência, e nesse momento os originais são apagados do navegador. A detecção é por regras (dígito verificador, rótulos, lista de nomes), sem serviço de IA externo: nenhum dado vai a terceiro.

Tarja gravada nos pixels, nunca em camada

A tarja é um preenchimento sólido gravado numa imagem nova, sem camada, desfoque ou pixelização: o dado coberto deixa de existir no arquivo. Sugestão da detecção nunca vira tarja sozinha, e print com sugestão pendente fica de fora do "concluir todos" até alguém decidir.

Uma trilha de auditoria que nem o banco altera

Envio, reorganização, nova redação, remoção e exportação entram numa trilha com autor, horário, tipo e contagem das redações e o hash da imagem, nunca o conteúdo coberto. Um gatilho no PostgreSQL recusa alteração e exclusão, e o evento é gravado na mesma transação da mudança. O deck só é entregue depois de a trilha aceitar o registro da exportação.

O que sai é o que passou pela Conferência

O hash SHA-256 de cada imagem é calculado no navegador, recalculado no servidor e conferido de novo antes de cada .pptx e .zip. Se uma imagem mudou depois da revisão, a exportação para e diz qual slide.

Resultado e estado atual

O ResearchOps está no ar desde setembro de 2026, em beta fechado, com acesso por convite: não há cadastro aberto, e as contas são criadas por uma pessoa Admin. No computador, o fluxo funciona de ponta a ponta, do vídeo ou dos prints ao deck e à trilha; no celular, acervo, deck e trilha já funcionam. Mais de 600 testes unitários rodam no CI a cada pull request.

Ficam registrados em aberto: a precisão da detecção ainda não foi medida em material real, e a retenção dos dados e o atendimento ao titular têm posição escrita, pendente de validação jurídica. As telas desta página usam dados de demonstração, com bancos, pessoas e comprovantes fictícios; o cabeçalho delas ainda traz o nome antigo do produto, ResearchOps AI.

Stack

  • TypeScript
  • TanStack Start
  • PostgreSQL
  • Prisma
  • Tesseract.js
  • PptxGenJS

Seu trabalho passa por dado pessoal?

Se a pesquisa depende de limpar, tarjar e organizar dados à mão a cada rodada, e ninguém consegue mostrar depois quem fez o quê, vale uma conversa de 30 minutos.