Laboratório

Cadernos & Rimas

Em desenvolvimento

App de composição para rap brasileiro, com um caderno por música: as palavras guardadas acendem na letra enquanto ela é escrita, e as rimas descobertas ficam para as próximas músicas. Android, sem internet e sem conta.

Caderno “Última linha” no celular, aba Palavras. O card de “ponto” mostra as marcas de âncora e de duplo sentido, a categoria “rua”, dois significados (ponto de ônibus vazio depois das 23h; ponto final), ligações de rima com “pronto” e “conto”, ligação de relação com “madrugada” e o botão “guardar no repertório”. Abaixo começa o card de “catraca”.
Dados de demonstração. Cada palavra guarda seus significados, a categoria e as ligações de rima e de relação.
Modo ligação a partir da palavra “madrugada”. O card de “chegada” acabou de receber a rima com “madrugada” e mostra “ligado · desfazer”; o card de “esquina” oferece “ligar aqui”. No rodapé, a barra diz “ligando madrugada”, tem a escolha entre rima e relação, com rima marcada, e o botão “pronto”.
Dados de demonstração. No modo ligação, o letrista toca nos destinos e escolhe se cada ligação é rima ou relação.
Aba Verso: dez linhas de letra escritas para a demonstração numa folha pautada com quatro guias verticais de tempo. As palavras já guardadas aparecem marcadas na cor da categoria: “ponto” e “catraca” em laranja, “motorista” em verde, “madrugada” e “relógio” em azul, “chave” em rosa. As guardadas sem categoria, como “passe”, “estrada” e “festa”, ficam em cinza sublinhado.
Dados de demonstração: a letra foi escrita para esta captura. As palavras guardadas acendem na cor da categoria, e as guias marcam os quatro tempos.
Aba Verso com o balão “usar palavra” aberto sobre a folha. O seletor está em “repertório”, com 11 palavras, e mostra a família de rima de “chave”, com “nave” e “trave” visíveis, e um campo para filtrar. A letra continua visível atrás do balão.
Dados de demonstração. O balão “usar palavra” traz rimas guardadas em outras músicas, prontas para entrar na letra.
Tela de Perfil com três totais (3 cadernos, 27 palavras, 13 rimas ligadas), a lista “Minhas categorias” com rua, tempo, casa e trabalho e quantas palavras cada uma pinta, o bloco “Meu repertório” com quatro famílias de rima e o botão “apagar família” em cada uma, e a linha “Backup e portabilidade”.
Dados de demonstração. Totais, categorias e as famílias de rima guardadas no repertório; dali sai o backup.

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Contexto

No rap, a punchline costuma ser uma palavra fazendo dois trabalhos, e a rima boa descoberta numa música serve para a seguinte. Quem guarda isso precisa achar de novo na hora de escrever, e não três meses depois.

O Cadernos & Rimas é um produto próprio do laboratório, feito para o letrista de rap em português do Brasil que escreve no celular, entre um compromisso e outro, às vezes sem internet. A pessoa que adota é a mesma que escreve: não há empresa, equipe nem conta no meio.

O problema

App de notas guarda texto, não palavras com sentido: o duplo sentido de uma punchline fica numa anotação solta, longe do verso. A rima que funcionou numa música não vai junto para a próxima, e se começa do zero. O protótipo que veio antes do app, um arquivo HTML, só abria no navegador em que tinha sido salvo.

O contrário também não servia: um app que avalia a letra, dá nota ao flow ou sugere rima sozinho. A decisão registrada é não analisar nem pontuar, e o repertório só contém o que o próprio letrista guardou.

O que construímos

Cada música é um caderno. O letrista registra as palavras com seus significados (a partir do segundo, a palavra ganha a marca de duplo sentido sozinha), pinta com uma categoria de cor e liga palavras por rima ou por relação, várias numa sessão. Ao terminar, o app pergunta se as rimas encontradas rimam entre si, porque rima não é transitiva, e o letrista desmarca o que não serve.

Na folha de verso, as palavras já guardadas acendem na cor da categoria enquanto a letra é escrita, e quatro guias verticais marcam os tempos do compasso. Um toque guarda uma família de rimas no repertório; na música seguinte, ela aparece no balão de usar palavra. O backup sai em Markdown, para ler, e em JSON, para importar de novo.

Decisões técnicas

Tudo no aparelho, sem conta e sem servidor

Os dados ficam no celular, atrás de um módulo único de armazenamento que nenhuma tela acessa direto; um teste derruba a suíte se alguém tentar. O app funciona em modo avião, e a letra inédita não tem servidor para onde ir.

O backup é um contrato com os arquivos de quem escreve

O formato JSON é o mesmo do protótipo e só cresce somando campos, então backup antigo continua importando. Se o armazenamento interno encontrar um formato que não conhece, o app mostra uma tela de erro em vez de sobrescrever os cadernos.

O repertório mora separado e funciona por cópia

As famílias de rima ficam fora dos cadernos e guardam texto, não referência. Apagar uma música ou importar um backup antigo não leva junto as rimas acumuladas, e mudar uma palavra numa música não muda outra.

Destaque por palavra inteira, sem acento e sem caixa

"Coração" e "coracao" são a mesma palavra, e "cor" não acende dentro de "coração". O destaque marca o que o letrista guardou, sem falso positivo no meio da letra.

Resultado e estado atual

O app funciona de ponta a ponta, sem internet, em Android: cadernos, palavras com significados, categorias, ligações, folha de verso com destaque, repertório, perfil, backup e importação. Roda como APK de distribuição interna e não está publicado em loja. A suíte tem 485 testes automatizados.

A versão para iPhone está configurada e nunca foi executada. Contagem de sílabas e andamento existem no código e ainda não aparecem na tela; metrônomo e sugestão de rima estão só no plano. As telas desta página são do app rodando num emulador Android, com um caderno de demonstração: a letra foi escrita para as capturas.

Stack

  • React Native
  • Expo
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