Laboratório

Get in there

Em desenvolvimento

Ferramenta de treino para Gran Turismo 7: lê a telemetria do console durante a sessão e mostra, numa segunda tela, em que trecho da volta o piloto perdeu tempo e por quê. Ainda não publicado.

Folha da sessão. No topo, o único erro isolado: 1,58 s perdidos no trecho 3 na 4ª volta. Abaixo, os 10 avisos que o engenheiro gerou em 11 minutos, do mais recente ao mais antigo, cada um com o minuto da sessão: o tempo de cada volta comparado com a melhor (“Um vinte e dois vírgula três. Melhor volta, baixou seis décimos.”), “Perdeu um segundo e meio no trecho três. Chegou mais de trinta por hora mais lento no ápice.”, “Perdeu quatro décimos no trecho um. Freou quarenta metros antes.” e “Dianteiro direito deu pico de temperatura no trecho um.”
Dados de demonstração. Os avisos do engenheiro na sessão, por escrito e minuto a minuto: o tempo de cada volta, onde perdeu e por quê.
Tabela com as 7 voltas da sessão nas linhas e os 7 trechos da pista nas colunas; cada célula traz os segundos perdidos contra o melhor tempo daquele trecho, e a 5ª volta, 1:22,351, marca o melhor em seis deles. A 4ª volta perde 1,58 s no trecho 3 e a 6ª, 0,35 s no trecho 1. Abaixo, o que os pedais dizem dessas duas perdas (“Chegou mais de trinta por hora mais lento no ápice”, “Freou quarenta metros antes”) e a lista dos trechos, cada um definido por uma freada.
Dados de demonstração. Cada volta partida em trechos pela freada, com os segundos perdidos em cada um.
Estudo da melhor volta do piloto contra a volta mais rápida do replay de um 1º colocado. Um gráfico mostra a diferença acumulada subindo em degraus nas curvas 1, 5, 7 e 14 até cerca de 1,4 s. A tabela lista essas quatro curvas, que custam tempo em todas as 7 voltas, com o que muda: nas curvas 5 e 14 o piloto passa a 88 km/h contra 97 do 1º colocado; nas curvas 1 e 7 freia 31 e 33 metros antes.
Dados de demonstração: a pista, as voltas e o replay do 1º colocado são fictícios. As quatro curvas em que o piloto perde em toda volta, e por quê.

1 de 3

Contexto

No Gran Turismo 7, quem treina volta rápida, contra o relógio ou na classificação, termina a sessão um segundo atrás do tempo que queria e não sabe se foi a freada da primeira curva, a saída do grampo ou a marcha na reta. O jogo mostra a telemetria, mas só no replay, depois da volta, parando para assistir.

O Get in there é uma ferramenta própria do laboratório. Um programa no PC com Windows recebe a telemetria que o console transmite pela rede de casa, e a tela abre no navegador do PC, do tablet ou do celular.

O problema

Assistir ao replay a cada volta quebra o treino, e comparar voltas à mão não sobrevive à classificação, em que a volta é reiniciada o tempo todo. Também não adianta saber só quanto se perdeu: sem a causa (freou antes, passou mais lento no ápice, acelerou depois) não há o que corrigir na volta seguinte.

E o piloto está com as mãos no volante. O que aparece durante a sessão precisa ser lido de relance, numa segunda tela, sem nada sobreposto à imagem do jogo.

O que construímos

Durante a sessão, o painel, no tablet ou no celular, mostra velocidade, marcha, giro, pedais e a diferença para a melhor volta, trecho a trecho. Os trechos saem das próprias freadas da melhor volta, sem mapa da pista. A cada volta que fecha, a folha da sessão ganha uma linha na tabela volta × trecho, separa onde o piloto perde sempre de onde errou uma vez e registra os avisos do engenheiro, frases curtas como "Perdeu quatro décimos no trecho um. Freou quarenta metros antes".

Depois, o piloto grava o replay do 1º colocado assistido no jogo e estuda as próprias voltas contra ele, curva a curva, com a diferença de freada, de velocidade mínima e de traçado. As sessões ficam gravadas em arquivo, para rever e comparar semanas depois.

Decisões técnicas

Avisos por regras fixas, sem modelo de linguagem

Seis regras geram as frases. A mesma gravação produz exatamente os mesmos avisos, nos mesmos instantes, sem rede nem sorteio, e cada limiar pode ser conferido contra sessões gravadas. Se a diferença de pedal fica dentro da variação normal entre duas voltas boas, a frase sai sem causa: o diagnóstico não inventa.

Replay nunca vira volta do piloto

A telemetria de um replay é idêntica à de pilotagem. O app a reconhece pela bandeira de "na pista" desligada e não conta a volta, não a usa como referência e não gera aviso. A referência só aceita volta limpa, cujo tempo somado bate com o cronômetro oficial do jogo.

Tudo fica na rede de casa

O programa não faz requisição para a internet, as fontes da tela vão embutidas e não há conta nem nuvem. A telemetria e as gravações não saem de casa, e tudo funciona sem internet.

Dado velho nunca se passa por dado vivo

Cada número sabe a idade do pacote de onde veio. Com o console calado ou o Wi-Fi caído, a tela esmaece os números e a faixa de conexão diz o que houve, para o piloto não decidir olhando número congelado.

Resultado e estado atual

Funciona de ponta a ponta, da telemetria ao painel, à folha da sessão, ao estudo contra replay e à comparação volta a volta, e já recebeu e decifrou a telemetria de um PS4 de verdade. Roda só na máquina de quem joga, sem servidor central. Ainda não foi publicado, e por enquanto só quem o construiu usa.

A versão falada dos avisos está em desenvolvimento, e abrir o código está nos planos, ainda sem licença definida. As telas desta página usam dados de demonstração: a pista, as voltas e o replay do 1º colocado são fictícios. Gran Turismo é marca da Sony Interactive Entertainment, sem vínculo com o projeto.

Stack

  • Python
  • FastAPI
  • React
  • TypeScript

Quer medir algo que nenhuma ferramenta mostra?

Se o dado já existe, num aparelho, num arquivo ou num sistema, e falta quem o transforme em resposta na hora certa, vale uma conversa de 30 minutos.